Delícias pela Estrada, :)

Sempre em frente. Seguindo pela costa, quando não havia praia pegava a estrada.

Encontrei muitas pessoas legais no caminho. Fez Sol e Chuva.

Nos dias que seguia pela estrada dormia em pousadas e hotéis. Lá preparava meu Alimento para recarregar as baterias.
Pela praia encontrava uma fartura de coqueiros e na estrada, por sorte, muitas pessoas vendendo cocos.

Em uma cidade, enquanto curtia mais uma Água Aditivada, algumas pessoas gostaram da bike e vieram conversar.

Muitos lugares inspiradores.

Os dias seguindo e as noites improvisava refeições.


Todas pousadas ofereciam uma fartura de Combustíveis de Alta Performance.

Grandes ou pequenas, as crianças sempre adoravam a bike e o maluco encima e acabavam me acompanhando enquanto cruzava as cidades.

Sobe e desce, muitas lombas enormes e íngremes quando seguia pela estrada. É engraçado, mesmo no plano da praia tem partes que é mais difícil pedalar neste plano que em subidas super íngremes de estrada de asfalto. Também tem partes que a praia é tão compacta que da para acelerar e manter velocidades altas com mais facilidade que nas estradas. Coisa de loco, meu!

Lá de cima dos morros podia contemplar a beleza de nosso pequenino planetinha.

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Fast Food Crudívoro ! !

Acordei encima de uma árvore e aos poucos fui me lembrando que fui parar lá pela alta da maré que ultrapassava a praia até um mangue alagado logo atrás da praia.

Nosso Astro a recém começava a clarear o dia por vir. Fui até a bicicleta, preparei ela e parti.

A maré estava baixa mas não sabia a quanto tempo. Já a um bom tempo pedalando começa uma chuvarada e junto com ela vinha o mar, subindo e subindo, chuva e chuva. Desta vez uma parede de areia de 2 metros no fim da praia e uma hora não tive alternativa se não jogar a bicicleta para cima e depois subir eu mesmo.

Fiquei lá, encolhido e entretido tirando um espinho de cáctus do meu pé com o canivete.

Fim de chuva, mar descendo a praia e percebo o pneu traseiro completamente murcho. Dois espinhos enormes tinham atravessado o pneu e eu já estava sem pneu reserva. Tentei remendar até descobrir que a cola de remendo estava fora da validade.

Sem problemas, empurrei a bike por quilômetros até uma entradinha que dava para uma estrada de terra pela qual continuei empurrando a bike até uma comunidade.

Lá fiz amizade com muitas pessoas inclusive com um senhor que me acolheu em sua casa.

Conversamos até não poder mais, sobre tudo de nossas vidas.

Entre muitos assuntos ele me contou que é Cristão e falei para ele que acredito que todos animais são filhos de Deus, que devemos cuidar deles, e que a Alimentação Vegana Crudívora é sugerida por Ele na Bíblia. Gênesis 1:29

“Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.”

Receita:

Banana amassada, Fruta Secas, Amêndoas, Linhaça e Maracujá.

Minha intenção é aprender e difundir que devemos nos amar e buscar a cada dia uma existência mais harmoniosa com a Natureza e os seres. Se vou conversar com um Budista uso termos budistas e o mesmo se for conversar com uma pessoa que é fiel a Krishna.

Essencialmente as religiões pregam o mesmo, basta relembrarmos as pessoas da essência de suas religiões e da Vida, o Amor.

Um pensamento:

Somos uma consciência sobre energia em forma de átomos.

Cada célula de nosso corpo é um indivíduo e somos uma consciência sobre estes seres.

Devemos amar e cuidar de todos os seres e a maravilha da vida é que quanto mais respeitamos e amamos os outros seres melhor estaremos cuidando de nossos seres.

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Aventura na praia ! ! !

Cheguei da Aventura de Caiaque e a noite do mesmo dia assisti a uma passeata carnavalesca dos idosos da cidade. Me informei sobre a maré e descobri que ela iria estar baixa na quarta hora do dia. Com a ajuda de um pescador e de sua canoa de pesca, eu atravessei o Rio Jaguaripe para passar a noite já do outro lado. Imaginava que lá só teria a mim de humano. Ao nos aproximarmos, já bem tarde da noite, notamos uma fogueira em meio a algumas árvores: eu teria que passar a noite bem próximo de desconhecidos e bem longe de tudo mais.

Dei uma boa caminhada sob a luz da Lua, voltei e deitei na areia. Demorei até arriscar navegar pelo mundo dos sonhos e de pouco em pouco eu voltava a mim, olhava em volta e deitava novamente.

! Eitcha, um farol na minha cara !

Pulei em pé e dei dois passos para trás, tudo em menos de dois segundos. Olhei em direção ao feixe de luz e em poucos segundos ele apagou. Só havia o silêncio, a praia e lá do outro lado as luzinhas da cidade. Não vi ninguém e, depois de refletir um pouco, fiquei mais tranquilo: estavam tão assustados quanto eu. Dormi e logo mais, ainda com uma Lua radiante no céu, pedalei até um riozinho que atravessei primeiro sem carregar nada.

Voltei e fui me organizar para atravessar o pequeno rio, primeiro com as bagagens. Poutz, não encontrava minha Carteira de Identidade que tinha junto talões de cheque, cartão de crédito e dinheiro. Acabei passando a manhã e começo de tarde na única micro sombra que tinha por perto. Procurei em todas minhas coisas mas tinha convicção que tinha perdido ao atravessar o rio. Vesti o pe-de-pato e o snorkel e procurei como podia pelo riozinho. De raso tinha passado a não dar pé em alguns lugares pela alta da maré.

Sem apego por essas invenções humanas esperei até a seguinte baixa da maré, atravessei o rio e depois um mar de areia escaldante e tão fofa que atravessei carregando a bicicleta.

Ufa! Tudo certo, segui viajem em êxtase. Pedalando na maravilhosa companhia dos seres que formam a Natureza.

Feliz e faceiro pedalei até a maré subir novamente. O pneu afundou na areia fofa bem em frente ao que parecia ser um abrigo perfeito onde tomei banho de mar:

ouiés

😀

Fiquei deslumbrado com a quantidade de Cocos que me esperavam, cheios de Polpa e de Água!

A Água do Coco tem o potencial de substituir, com muitas vantagens, as bebidas industrializadas e processadas para reidratação.

Nos ajuda a manter as células saudáveis e é excelente para o bom funcionamento de nossos intestinos, coração, etc.

Os Sais Minerais dela nos trazem benefícios em todos os níveis.

A Polpa é um Alimento formidável. Rico em fibras, sais minerais e gorduras de rápida digestão, nos serve como uma excelente fonte de energia.

Ali, na maior paz que se pode imaginar. Logo antes de preparar a minha toca eu observei um caranguejo preparando a dele:

Enquanto observava meu amigo eu também ia percebendo que o oceano estava cada vez mais perto.

Hmmmm . . .

Peguei 3 Cocos e posicionei o primeiro onde estava a maré, o segundo mais para cima da praia e o terceiro quase onde estava a bicicleta. Fui construir a minha cabaninha de folhas de coqueiro na parte mais alta da praia e percebi algumas garrafas Pet, outras embalagens vazias e outros tipos de lixo. Muito estranho, quem teria trazido aquele lixo?

Quando notei que a maré tinha ultrapassado o terceiro Coco eu me dei conta que o lixo tinha vindo do oceano.

! ihw ! O mar vem até aqui em cima!

Isso não seria um problema muito grande se logo atrás da praia não tivesse um manguezal.

O Sol ia se despedindo enquanto eu corria pela praia a procura de uma árvore que desse para mim subir, encontrei ela a uma certa distância. Voltei correndo. Prendi a bicicleta e as coisas bem alto com a ajuda de cordas e voltei correndo para a minha árvore onde passei a noite como o macaco que sou.

😀

Brotos, fácil demais ! ! !

Quanto mais simples mais fácil.

Quando algumas sementes, que nos servirão se Alimento, chagam às nossas mãos nós temos 3 opções. Podemos comê-las de uma vez e muitos nutrientes chegarão à nós mas elas são muito duras e portanto difíceis de comer.

Foi uma revolução quando a humanidade descobriu e o conhecimento se espalhou de que era possível cozer os grãos. O porém de cozer é que perdemos vitaminas, matamos bactérias amigas, quebramos aminoácidos, destruímos as fibras e terminamos com as preciosíssimas enzimas.

Agora podemos dar mais um pulo do gato, mais um salto quântico, e espalhar o conhecimento de que podemos germinar as sementes. Não só preservamos os nutrientes como aumentamos em muito o poder nutritivo. Aminoácidos turbinados, muitos não essenciais se transformam em essenciais, vitaminas a mil, fibras inteiras, enzimas loucas para digerir os Alimentos e as bactérias continuam faceiras e tem nosso templo como seu novo lar.

O primeiro passo é conseguirmos as sementes e um lugar paradisíaco:

Depois precisamos de um recipiente onde iremos por as sementes, no caso de Quinoa. 

Enchemos com bastante Água.

E deixamos repousar de molho durante a noite.

Após o desjejum, escorremos a água com uma peneira e deixamos as sementes úmidas de repouso na própria peneira:

É preciso levar a peneira com as sementes até uma Ilha:

Depois de comer a metade precisamos lembrar de sempre manter as sementes úmidas: Pronto, simples assim, 😀

Alta octanagem!

Atravesei toda ilha de Itaparica durante a noite para chegar em Cacha Pregos.

Dei uma volta pela cidade e conheci um guri que foi pedalando comigo até a pousada Norage onde passei a noite.

Antes de dormir ainda fiquei pelo menos duas horas conversando com os queridos Aurita e Walter, donos da pousada.

Ao amanhecer  lá estava me esperando um lindo desjejum:


Tanque cheio de combustível de alta performance, não havia outra opção que não fosse por o motor a funcionar.

Consegui um caiaque emprestado ali mesmo na pousada e me mandei rio Jaguaripe acima. Quando parti eu só sabia que não iria em direção ao mar e no mais tinha uma vaga lembrança do mapa que tinha visto na internet.

Logo decidi que iria subir o rio Jaguaripe até a antiga cidade chamada Jaguaripe. Fui até lá na maré crescente o que me favorecia um pouco mas mesmo assim me mantinha perto das bordas. Atravessei até a Ilha Carapeba e ao ir costeando ela fiquei preso pois a água foi ficando muito rasa até ter trechos de areia. Tive que rebocar o caiaque até o outro lado:

Segui remando e remando e curtido a paz e harmonia da Natureza.

Encontrei a entrada de um manguezal e não resisti. Remei até onde dava e nem olhei a bússula pois todo caminho de ida parecia muito óbvio apesar de terem me avisado que era facílimo se perder dentro de um mangue.

Fiquei um tempo observando e sentindo os arredores. Respirando e expirando.

Antes de voltar capturei um caranguejo, em uma foto, né, 🙂

Fui remando de volta. Tudo era diferente. A maré tinha subido e o único caminho de vinda tinha se transformado em vários caminhos de volta. Segui intuitivamente e logo antes de descobrir que tinha feito o caminho certo eu capturei mais um caranguejo:

Escapei daquele enterevero, remei e remei até uma praiazinha paradisíaca, como não poderia deixar de ser. Já era hora de um lanche:

Maravilha. As Frutas Secas e as Sementes me garantiram a energia para as últimas remadas antes de Jaguaripe, gratidão.

Ouié !
😀

Muitas pessoas, muita alegria, :)

Começou em salvador a pedalada rumo sul.

A primeira etapa foi cruzar toda a cidade para chegar no FerryBoat que leva até a Ilha de Itaparica.


Logo no meio do caminho eu conheci uma pessoa muito legal que me acompanhou até duas Bicicleterias para conseguir mais câmaras reserva já que nos primeiros kms aconteceu de furar repetidas vezes os pneus da bike.

Como meu objetivo é viver intensamente eu aproveitei os problemas como desafios e oportunidades de conhecer e interagir com pessoas diferentes e interessantes como nesta oficina de bikes. Os mecânicos já tinham construído todo tipo de engenhocas como reboques para carga e para pessoas e o boneco da foto acima, na bike encima do poste, que fica pedalando sem parar.

Ao chegarmos à estação do FerryBoat eu dei ao meu novo amigo uma plaquinha que eu tinha na minha bike em que esta escrito: Respeite / Um Carro a Menos
Ele ficou muito feliz e eu também, 🙂

Pneus furados, algum tempo perdido na cidade e algumas horas de papo na oficina de bikes fizeram com que eu chegasse no FerryBoat no fim do dia mas não me preocupo com atrasos. Tudo que acontece pode estar me levando a ter a chance de estar no mesmo lugar e momento que outras pessoas muito legais como a galera da foto acima.